sexta-feira, novembro 28, 2008

Vira o disco e toca o mesmo...

Nem sei bem por onde começar após uma tão longa ausência.

Por cá ando, uns dias a cantar ao vento e a dançar ao ritmo dos pensamentos. Noutros, atardo em demasia o olhar no horizonte cinzento do Inverno parisiense.

A lengalenga é sempre a mesma, tudo corre bem, a vida vai bem, os sorrisos e as gargalhas em abundância, há dias em que as coisas não correm sempre como nós queremos, mas quanto a isso não há nada a fazer. Tudo está bem, não se inquietem os leitores longínquos.

E no entanto há sempre algo que falta: às vezes a paciência, por vezes a inspiração, uns dias falta a vontade, noutros a vontade sobeja mas nao há como dar vazão à coisa.

Passando a coisas concretas, que esta converseta da chacha não interessa nem ao diabo. E pá, mandem-me ir ver se está chover se recomeçar com estas lamechices sem jeito. :-)

Ora Agosto, mês em grande! Uma semana a vadiar como uma turista em Lisboa, karaokes, monumentos, rostos conhecidos, rostos novos, muito sol, muitos sorrisos, a minha Lisboa! Uma semana de não fazer nenhum.... tão bom!

Regresso a Paris, ao trabalho, muito trabalho, aos últimos prepartivos pa um torneio de rugby em Bayonne e Biarritz que ajudei a organizar e que me ocupou bastante a mioleira e o tempo disponível.

E depois, desporto e mais desporto e mais desporto! Torneios, estágios desportivos, jogos, preparação física, à séria.

Nova colega de casa, uma amiga do rugby. Tudo corre pelo melhor.

Muita festança, para mandar o frio ir para o caraças.

E até uma próxima, um grande bem-haja.

segunda-feira, agosto 04, 2008

É tempo!

É tempo de escrever, de actualizar este espaço, algo que os poucos leitores assíduos mas muito prezados deste blog há muito reclamam.

Muitas águas correram desde as minhas cantorias urbanas e matinais das segundas-feiras. Hoje foi a última segunda das próximas 3 semanas em que me abandonei a tal ritual. 30 minutos de locomoção urbana, entre Placebo, Audioslave e as linhas misteriosas e sedutoras de "Sepulchre", o mais recente romance fantástico de Kate Mosse. (Descansem os que rogam pragas a VIPs que se põem a escrever para relançar carreiras, não, meus caros, não se trata de nenhum livro de uma famosa modelo e de como ela - não - lida com a anorexia e outros problemas ligados às substâncias que ingere). Kate Mosse, com "e", é uma escritora como as que gosto, que primora o estilo, o requinte das palavras, sem que tal atropele a história, ou melhor dizendom as histórias. Para mais detalhes, corrqç aos pontos habituais de venda.

Mas deixemo-nos de lengalengas! Ora, aonde é que eu estava? Muito bem, depois das minhas cantorias parvas, embarco em direcção (ups, acho que agora devo escrever direção) a Frankfurt para o casamento de 2 amigos, ela chilena, ele alemão, que conheci durante as minhas aventuras em Santiago. Foi lindo, não percebi nada da cerimónia do casamento, só quando a senhora juiza ou algo do género que oficiava a dita nos disse que nos podíamos aproximar para tirar fotografias da troca de alianças... portanto, portanto percebi o mais importante. Quer dizer, a parte "Aceitas para esposo(a)" também não foi díficil. Apesar da dificuldade linguística, ainda consegui trocar umas frases em alemão, seguir parcialmente as conversas, rir das piadas, comer e beber bem. Depois do casamento visitei Wiesbaden, Mainz e Frankfurt. Aqui fica um cheirinho.



O mês de Junho foi um vai-vém interminável. Recomeço dos treinos de rugby após 4 meses de fisioterapia, últimas aulas de alemão, procura de novo apartamento (que depois foi abandonada), organizar um torneio feminino de rugby para Setembro em Bayonne, aos fins-de-semana figuração numa longa-metragem que tem como pano de fundo precisamente o rugby feminino, e claro para culminar isto tudo, uma subida do ritmo de trabalho durante a semana. Conclusão: acho que podem facilmente adivinhar. Cansaço; deixai-me dormir e não chateai!

Ja só em meados de Julho é que isto acalmou, coisa de me preparar como deve ser para as férias que estão aí a chegar. Lisboa dos turistas, Ericeira, casinha, Montemor-o-novo e voltar à vidinha.

Por cá, por lá, por esse mundo fora, até muito em breve!

segunda-feira, maio 26, 2008

Monday mornings

Segunda-Feira, 8h25: chegada o metro para a primeira viagem de 30 minutos da semana. 2 minutos para o proximo metro. Enquanto se espera, tira-se o mp3 da mala, o L no ouvido esquerdo, o R no direito e play. Entre o naif optimismo da OST de Juno (obrigada infinitamente Filipa) e um balançar de cabeça ao ritmo do folk americano, trauteando "Anyone else but you" e um sorriso cola-se-me aos labios. Uma batida agradavel da-me energia para começar mais uma semana, de boa disposiçao. A musica dos The Cure, curiosamente também tem o mesmo efeito. Da pica. Tem swing. E sem te dares conta, ja estas embarcado. O sono encurtado, a "sardinha em lata" da locomoção urbana, a maratona em frente ao computador, os telefonemas do chefe, são relegados para outro plano paralelo. Tudo avança ao sabor desta musicalidade, e por um momento esquecemos tudo o resto.

Boa semana, meus amigos!

sábado, abril 12, 2008

Gastronomia(s)

Tudo começou com um portuguesissimo bacalhau à Braz. Depois veio um tiramisu italiano adoçar o paladar. Depois fomos até ao Pais Basco ao bolo de amêndoas. Entretanto cruzamos o oceano para saborear um genuino guacamole mexicano. De volta ao Golfo da Biscaia, embranhamo-nos no sudoeste da França entre pato e batatas salteadas. E ainda ontem terminamos na India, entre Nam's e galinha colorida de açafrão.

Um ritual nasceu, parece perdurar. Entre novidades,disparates, gargalhadas e olhares.

Bom apetite!

sábado, março 29, 2008

Historias de embalar


Por onde começar apos tanto meses de ausência. As minhas historias parecem nao ter um principio por onde começar, e diga-se de passagem que nem têm um fim para terminar e passar ao capitulo seguinte. E assim continuo, cavaleiro andante em busca de quê nem eu sei bem! As quimeras parecem-me muitas e nem sempre sei como lidar com esta multiplicidade: o amor, o trabalho, os amigos, o conforto, o apelo do desconhecido. Como conciliar todas estas demandas do coraçao e do meu bem-estar. É dificil de prioritizar, as escolhas têm sido para mim o espinho da idade adulta, seguramente nao um espinho venenoso mas pelo menos acrescentam uma certa rugosidade à vida.


Considero-me uma pessoa feliz mas o que eu quero mesmo é ser feliz, e parece que ainda falta tanto. Mais uma vez por onde começar? Aonde ir buscar o que me falta? Por aqui, por estas ruas ja tantas vezes calcadas, ou ir para outras paragens, arriscar tudo em nome de uma esperança baseada em razoes tao subjectivas como os sentimentos e os pressentimentos?


Tentemos pôr ordem na casa. Ja la vao 4 meses no novo trabalho, gosto do que faço, mas ainda nao é isto. A vida social vai indo bem, alguns contratempos, mas nada de que me possa queixar. Como de costume as actividades paralelas nao podiam deixar de faltar, as aulas de alemao apos um semestre desencorajador parecem estar a trazer os seus frutos – mas nao contem comigo para manter um dialogo nessa lingua, vai dando por enquanto para me desenrascar nos varios sites alemães que tenho cruzado por razoes de trabalho. Uma viagem até Frankfurt brevemente podera vir a ajudar qualquer coisita. O que eu precisava mesmo era de um professor particular, mas toda a gente sabe da minha aversao a louros, Brad Pitt incluido. O rugby continua a fazer as minhas alegrias, é o meu equilibrio e a minha familia por terras de França. Entrou-me no sangue como o parentesco e nao quer sair, e a lesao que sofri no joelho so me fez ficar mais amante deste desporto, que considero mais como modo de estar na vida, uma atitude de coragem, sacrificio e de solidariedade. As viagens, essas nao me saem da cabeça: para conhecer ou para refrescar as ideias! Um desvio a Londres (ADOREI), um outro a Nancy, ainda um pequeno salto a Bourges para respirar o ar puro e umas gargalhadas entre amigos e para escapar ao cinzentismo em que se pode transformar rapidamente a vida parisiense em meses de Inverno. Pena foi ter de anular a descoberta de Toulouse, paciência fica para a proxima. O amor, esse, sera sem duvida a quimera ultima... a inacessibilidade torna-o mais apetecido, mas o sentimento nao se engana e persigue a sua conquista, batalha apos batalha, e todos sabemos quantos moinhos de vento ha por essa vida fora a bloquear-nos o caminho.


Hoje vi o filme Juno. Gostei. É o tipo de historias que gosto, vê-se que ha um autor genuino por detras delas, que cria a sua historia e a faz contar. Sem moralismos falsos, que isso ja ha que sobram. Sem fatalismos, mas sem fugir às questoes. Uma mensagem de esperança para todo o tipo de amor. E se precisarem de ideias para um presente original e cheio de cor e significado, aconselho vivamente a banda sonora deste filme. Pena que o meu aniversario ainda esteja tao longe.


Desculpem as incronguências de toda esta lengalenga. Mas hoje escrevo do coraçao às maos, e a razao às vezes a toda estas emoçoes é alheia.


E hoje apetece-me dizer, nao o meu bem-haja tradicional, mas um grande abraço. Hoje nao quero formalismos. Hoje rendo-me ao humanismo e às suas fragilidades que nos fazem crescer e continuar a acreditar que ainda vale a pena acreditar.


Assinado:

Este vosso irregular mas fiel Cavaleiro

sexta-feira, março 07, 2008

Aguardem-me!

O tempo escasseia, mas as peripécias sao muitas. So mais um bocado de paciência. Eu prometo que dou noticias em breve.

Um grande bem-haja.

domingo, novembro 25, 2007

Brindemos...

Um brinde! Dois copos, um contra o outro, num som estridente como o cristal. Um bom vinho impõe-se, a cor não importa, tinto ou branco, o importante é o sabor, como tudo na vida. Boas refeições para compôr o cenário, sãs mas cheias de pequenos requintes que adocicam o paladar. E no fim, a cereja em cima do bolo, ou apenas o bolo para premiar os momentos díficeis que ficam para trás.

São palavras de festa que me inspiram, de momentos simples mas bem vividos, porque entre amigos que querem o teu bem. Amigos que ficam felizes porque tu estás feliz, mesmo sem compreenderem a razão da tua felicidade. É este espírito de incondicionalidade que emociona, que me dá força para não desistir nunca e continuar as minhas quimeras. Sorrisos, maluqueiras, parvoíces, desabafos...

Brindemos pois à amizade! Ao facto de em nome dela ter escolhido errar por esta cidade das luzes: às que me rodeiam aqui e às que não cessam de me apoiar dos vários cantos do mundo. Brindemos a uma nova etapa, a um futuro já não tão incerto, a um novo trabalho que promete ser aliciante, a uma vida de adulto que se anuncia, e que embora tema, é com boa energia que nela me embarco e me aventuro. Quero ver para além, quero experimentar o outro lado da medalha, o ser independente, pagar as minhas contas, preocupar-me com as coisas mundanas do dia-a-dia, crescer, re-aprender a viver, continuar esta senda...

É dia de festa! Ergamos os copos ao alto, celebremos a vida, e sonhemos com o amor. Acho que descobri o segredo, mas não digam nada... ssssshhhhhhhh! De qualquer forma, de que vale conhecê-lo.... o que está para além do arco-íris é que interessa, esse impossível que se persegue, conhecendo-lo ou não, o importante é que esteja ali à vista, à mão, ao conhecimento... sem nunca se deixar aprisionar na "coisa" humana.

Um sorriso, alguns pulos de alegria, e uma vida para ao segredo ser dedicada. Bebamos, comamos, cantemos, celebremos. Um primeiro dia do resto da minha vida... apenas um primeiro dia, e as quimeras todas ainda por conquistar. Brindemos à eterna descoberta do ser, brindemos ao facto de crescer, brindemos ao amanhecer a cada dia, brindemos ao amor que veremos um dia nascer.

Um grande bem-haja a todos.